sábado, 2 de agosto de 2008

ao trilho

escuto-me
como alguem que tenta escutar
colocando os ouvindos no trilho

o trem que vai passar
tao distante de si
mas conectado
a mim
ao trilho

quarta-feira, 2 de julho de 2008

E nos seus braços me pus de novo
e de novo na noite em ti, meu amor

Na janela que há nos seus olhos
vejo a luz da manhã
que entardece a janela dos olhos
do seu quarto
no riso do improviso
eu beijo de sumiço
e faço rebuliço

segunda-feira, 30 de junho de 2008

confiar na vida
é como comer de olhso fechados
aquilo que nos oferencem
"amar o que vem à praia"
já dizia
ser o que já se é
tao verde como o nascer de uma folha.

domingo, 27 de abril de 2008

Poesia-me
Encanta-me
Com seu ama-me

Nao me deixe pela metade
Como que caminhando
Só com as pernas
Não pudesse ver(me)
O que com o que me falta
Talvez um pouco dos olhos
Talvez um pouco das maos
Talvez sem comer com a boca

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Não se esquecer do riso que sem tem
E lembrar de renaSer no riso que se tem
É um pouco querer respeitar-se
Querer ponerse vivo
ReVivenciarse
O bicho do meu riso
Se estende além do seu risco
E se estende do inciso
Por conta propria e sem risco

Pois ele é para ele
Uma visão de felicidade
Ele é nele mesmo
Um querer de ser
O que nele se é
Mesmo não querendo