domingo, 27 de abril de 2008

Poesia-me
Encanta-me
Com seu ama-me

Nao me deixe pela metade
Como que caminhando
Só com as pernas
Não pudesse ver(me)
O que com o que me falta
Talvez um pouco dos olhos
Talvez um pouco das maos
Talvez sem comer com a boca

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Não se esquecer do riso que sem tem
E lembrar de renaSer no riso que se tem
É um pouco querer respeitar-se
Querer ponerse vivo
ReVivenciarse
O bicho do meu riso
Se estende além do seu risco
E se estende do inciso
Por conta propria e sem risco

Pois ele é para ele
Uma visão de felicidade
Ele é nele mesmo
Um querer de ser
O que nele se é
Mesmo não querendo

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Se de repente
Não me reconheço no meu riso
De tão ausente
Me afasto pra chorar de mim
No meu presente
Finjo não existir e sumo sem risco

Sem riso
Sem mim
Sem risco

Mas sei que passa
Dói
Mas passa.

terça-feira, 25 de março de 2008

quando sentei aqui
desejei sentir-me
para que assim
pudesse saber
onde errei em mim
e errando em mim
onde errei para o mundo

segunda-feira, 10 de março de 2008

De improriso

do improviso
se fez um riso
no meio do riso
de improviso
um sumiço

sem susto
sem risco
nao minto

em mim apareço
e é o que desejo
em mim sem preço
um novo recomeço

domingo, 9 de dezembro de 2007

medico de branco
o mesmo medico de merda
merda branda
me tira me poe
de mim em mim
em mim de mim
e hoje
sem mim nele
me tira de tudo
nao livre
nao me deixa viver minha vida
pois palavra de medico
entre palavras de mãe e padre
fico com a de mãe
mas ouvidos de mãe
escuta coraçao de medico
escuta cabeça de padre
escuta medo de medico
escuta culpa de padre
entre medo e culpa
de medico de quem?
de mae?
entre amor e rédeas
prefiro
a dança do cavalo livre
o choro do domador nu
em cima do cavalo nu livre
mas dono do domador
chorando crina de cavalo
domando sua liberdade
na livre dança
de paloma de cavalo