segunda-feira, 20 de outubro de 2008

tentei sorrir
tentei dizer
tentei ser
o que sou
o que sorrio
o que digo

como um pincel sem cabelos
passei a mão na pele oca
do meu corpo
nao vi nada
nao vi nada
nao sei de nada

um oco cheio
assim era todo meu corpo
que nao me fazia escutar
que nao me fazia falar
que nao me fazia calar

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

sorrindo se vaia longe
mas sorrir
é rir com todo o corpo
nao digo entrar em gargalhada
mas mostrar com seu sorriso
que seu corpo tabém se alegra
que o corpo também está sorrindo
é isso
sorria corpo
a voce dedico este voo
pleno de amor

te pego pelas maos
e somos um grande arco iris
no céu do seu olhar

mirada de jabuticaba

ser seu
é voar no céu
do seu olhar
comendo jabuticaba

sou um anjo
que caiu do céu
do seu olhar

me trepei no seu pé
de jabuticaba
e me estrepei até
me acordar
longe do céu do
seu olhar

mas que voce
venha me buscar
e como uma lente de contato
me devolva
ao céu do seu olhar
O dia se acende
O mundo é um só
E eu me sinto nele
Corajoso em vivê-lo

Tem-se que ser forte
Ao viver o mundo
Este de preferência

Forte para ver o horizonte
Como ele tem que ser visto

Um céu mais céu
Uma cor mais cor
Uns amigos mais amigos

E aquela que cruza a rua
Seu corpo tem mais sabor

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Não sei que poesia escrever
nada sai
nada entra
nada flui em mim mesmo
tudo muito mudo
um grito sem palavras
sem dor
sem pavor
seco

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

quero saber qual será a minha vez
qual será a minha hora
de ir embora
de vez

nao surporto mais esta inquietação
esta falta de multidao
pois até mesmo nas ruas
ando sozinho
a andar dentro de mim
sem saber se me sigo
ou se me corro

nao me segura a mao
pois ja sei andar sozinho
me segure no colo
que para onde quero ir
enquanto minhas pernas
nao encontram o caminho
o meu caminho

sábado, 2 de agosto de 2008

ao trilho

escuto-me
como alguem que tenta escutar
colocando os ouvindos no trilho

o trem que vai passar
tao distante de si
mas conectado
a mim
ao trilho